“Participação da assessoria de imprensa no trabalho de um colunista é fundamental”
É o que afirma Guilherme Barros, colunista do Portal iG e que completa 30 anos de carreira no jornalismo. Na entrevista a seguir, ele descreve os desafios da profissão e o modelo do colunismo no Brasil
O termo “coluna” surgiu em periódicos do século XIX. Textos não-noticiosos eram diagramados regularmente em um único espaço editorial vertical na página do jornal, por isso, recebeu este nome. Com o passar dos anos, as colunas foram ganhando cada vez mais importância nas publicações e hoje são consideradas focos jornalísticos de destaque e credibilidade, em que, normalmente, contam com informações exclusivas, concisas e acrescidas da opinião do profissional que confere sua assinatura.
Referência no Brasil em colunas com notas e informações voltadas à área econômica, o jornalista Guilherme Barros completa 30 anos de carreira na execução de um trabalho que, com certeza, contribuiu para impulsionar o colunismo no país. O profissional, que já atuou nos jornais O Globo, Gazeta Mercantil, Folha de S. Paulo – nesta oportunidade esteve à frente da Coluna Mercado Aberto por nove anos – e em revistas como Veja e Exame, conversou com o site Fran Press sobre os desafios de ser um colunista, o modelo único de coluna econômica feita por meio de notas que o Brasil desenvolveu e como é a rotina no comando de sua coluna no Portal iG.
Fran Press - Qual sua visão sobre o colunismo no Brasil?
Não conheço outro lugar do mundo em que o colunismo econômico e político seja produzido no formato de notas como existe no Brasil. Este modelo da imprensa brasileira é único. Em outros países, vemos colunas em forma de artigos, com textos mais longos que debatem sobre determinado tema. Pela minha experiência, o estilo de coluna recheada com notas é muito bem-sucedido.
Fran Press - Como é sua rotina diária?
A minha rotina diária não é muito diferente da praticada pelos meus outros colegas colunistas. Enfim, estamos atentos praticamente 24 horas por dia, só paro para dormir, mas, ainda assim, com o celular ligado o tempo todo, em alerta, caso aconteça algum fato novo. Eu costumo dizer que um jornalista tem de ser, acima de tudo, curioso. Essa é uma característica indispensável ao colunista em si, então, é necessário ficar sempre alerta para descobrir novos fatos, além de gostar de pessoas porque você irá se relacionar constantemente com elas.
Fran Press - Quais são os desafios enfrentados pelos colunistas atualmente?
Sem sombra de dúvida é a concorrência neste meio, que é muito grande.
Fran Press - Na sua percepção, qual é a colaboração de uma assessoria de imprensa para o colunista?
É fundamental. As assessorias têm papel essencial na vida das empresas e da imprensa também. Elas possuem uma função muito importante, responsável e profissional, no sentido de orientar tanto o colunista quanto o cliente para que não ocorram injustiças na transmissão da informação. Um exemplo claro disto, é que quando eu recebo uma notícia, verifico com a assessoria se ela é verdadeira. Tenho plena confiança de que, se o conteúdo for realmente verídico, a assessoria não irá desmenti-lo. Com a ajuda dela, há uma possibilidade muito menor de erro na transmissão da notícia.
Fran Press - Como é a colaboração dos assessores na busca pelo chamado “furo jornalístico” que se preza tanto em uma coluna?
Há uma colaboração efetiva dos assessores no processo do “furo jornalístico”. Eu acredito que quanto mais relevância atinge determinada coluna, a colaboração é maior, até por estratégia da própria assessoria de divulgar o seu cliente em exclusividade em um local de grande credibilidade.
Fran Press - Quais são seus projetos de carreira atualmente?
No momento, estou totalmente dedicado à coluna em tempo integral, que já é um projeto muito grande.