“Sem as assessorias de imprensa não temos acesso à grande parte dos principais executivos e formadores de opinião”
De acordo com Evanise Santos, diretora de marketing institucional do jornal Brasil Econômico, as assessorias de imprensa são fontes de informação importantes para a produção de reportagens claras e de conteúdo relevante. Em entrevista ao site Fran Press, Evanise fala sobre o primeiro ano de circulação do veículo e o futuro do jornal impresso.
Fran Press: Como você diferencia o Brasil Econômico dos outros jornais impressos de economia e negócios?
Evanise Santos: O Brasil Econômico apresenta linguagem e diagramação mais leves e as notícias levam em consideração o consumidor final. O jornal se preocupa em mostrar ao leitor como ele será impactado por determinado acontecimento e procura transformar um assunto relativamente pesado em um conteúdo agradável. Ninguém é especialista em todos os assuntos e é preciso pensar que na correria do dia-a-dia, o leitor precisa de textos mais dinâmicos e com conteúdo para absorver a informação sem perder muito tempo.
FP: Nesse primeiro ano de jornal, existe algum assunto que tenha marcado o veículo?
ES: Todas nossas reportagens são feitas com muito profissionalismo e cuidado. Mas é claro que em um ano marcado por eleições, Copa do Mundo da África do Sul e decisão de se realizar dois grandes eventos no Brasil, como a Copa de 2014 e as Olimpíadas em 2016, esses assuntos acabaram se destacando.
FP: Como você avalia esse primeiro ano de circulação?
ES: O Brasil Econômico está indo além dos objetivos traçados. O veículo cumpriu muito bem a sua missão de oferecer ao público um novo jornal de economia e negócios. Hoje fazemos parte da agenda dos principais tomadores de decisão e estamos nas mesas mais importantes do país. Somente no segundo semestre de 2010, já ganhamos três prêmios e estamos concorrendo a outros dois. Atualmente, a tiragem diária do Brasil Econômico, é superior a 40 mil exemplares, com distribuição nacional, concentrada em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
FP: Qual o motivo do uso da cor “salmão” e formato tabloide, além da grande valorização de imagens dos entrevistados?
ES: As tendências ditam necessidade de mudança. Hoje temos, por exemplo, o netbook e iPad, com um formato menor dos que os tradicionais notebooks e, ainda, apresentam um fácil manuseio. Com o veículo impresso não poderia ser diferente. Os formatos tablóide e berliner acompanham as tendências do mercado. O Brasil Econômico conta com jornal impresso, portal, mobile, e-paper e corporate TV. E agora estamos em fase de estudos para a criação de uma agência que deverá integrar o conteúdo de todos os nossos veículos.
FP: Você acredita que o jornal impresso tenha perdido espaço no Brasil?
ES: Com o boom da internet, essa tem sido uma tendência mundial. E no Brasil, o setor realmente sentiu essa diminuição. Mas dados do IVC, Instituto Verificador de Circulação, mostram uma recuperação do mercado. Segundo o Instituto, a circulação de impressos registrou um crescimento de 2% no primeiro semestre de 2010 em relação ao mesmo período do ano anterior. De qualquer forma, acreditamos que os impressos não deixarão de existir. A plataforma on line facilita o acesso às notícias, o que tende a aumentar o consumo dos veículos de comunicação. E, independentemente da plataforma que utilizamos, somos uma empresa jornalística. Nosso negócio é gerar conteúdo de qualidade, com rigor jornalístico e credibilidade.
FP: Você acredita que uma boa relação entre jornalista e assessoria de imprensa colabora com o desenvolvimento do jornal?
ES: Essa parceria é de extrema importância. As assessorias hoje atendem as mais importantes empresas do país e do mundo. Sem elas, não temos acesso à grande parte dos principais executivos e formadores de opinião. As assessorias são fontes de informações valiosíssimas para a condução de uma reportagem clara e com conteúdo. Os jornalistas ainda possuem suas fontes e usam suas informações em reportagens e furos. Faz parte do jornalismo e isso não deve acabar. Mas uma boa relação com o assessor de imprensa pode resultar em informações exclusivas ou, até mesmo, num relacionamento duradouro e de confiabilidade com o empresariado.